Estrelinhas do dia

Poesias para iluminar o dia...e a noite também!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Laços (Ties) - Project: Direct

Este curta é de uma sensibilidade tocante.
Há poesia filosófica em todas as falas.

Laços




Humor poético!!!

Quem canta seus males espanta!

quarta-feira, julho 25, 2007

Foto poesia...


Repensar....

-----"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

segunda-feira, julho 23, 2007

Quintana.....simplesmente

Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana, poeta gaúcho. Um dos meus maiores referênciais em poesia!

sábado, outubro 01, 2005

Se não era amor...

Este é um trecho do livro Divã de Martha Medeiros, muito poético, explica-nos de forma simples uma desilusão do que pensamos ser uma relação de amor...

..."Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência. Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR"

E pra comecar...

Iniciação
Preparo-te o ninho ave solitária sobre a colina.
Apronto-me para vigiar teu primeiro vôo e recolher o sangue da tua primeira queda.
Preparo-te o dissipar das sombras e parir da luz.
Apronto-me para apagar teu rasto na areia e os cães do medo jamais te alcançarão.
Preparo-te os perigos que o amor traz em ritual.
Beberás do meu seio, negarás meus desígnios, fugirás aos anseios, mas me seguiras.
Sou delírio que te acompanha, destino à revelia, maldição ou profecia.
Tu me cumprirás por ironia.
Sou tua amante, tua vida
simplesmente a Poesia.
Jurema Barreto de Souza.
Para iniciar este poema diz tudo, sou escrava por vontade da poesia, a qual dedicarei este blog!